quarta-feira, julho 18, 2007

Erros nos exames Nacionais - Uma excepção que começa a ser regra!


Caros leitores, optei por este tema, não por ser sido aquele a que a comunicação social mais importância deu, mas sim por ser aquele que mais preocupações deveria gerar na sociedade portuguesa. Numa semana, em que existiram as Eleições Intercalares para a Câmara de Lisboa, e cujos resultados originaram um acontecimento a meu ver inédito, ou seja, ninguém saiu daquelas eleições podendo afirmar categoricamente que conseguiu os seus objectivos eleitorais, tal facto criou uma tal onda de instabilidade nos aparelhos políticos dos partidos, que tudo o que de relevante aconteceu durante a semana, passou para segundo plano!

Esta situação dos erros existentes nos exames nacionais, começa a deixar de ser excepção para virar regra. Considero revoltante que professores com elevado grau académico que estão reunidos durante um ano única e exclusivamente voltados para a elaboração de exames de elevado qualidade, não consigam atingir esse objectivo de forma irrepreensível. Este ano, eis que novamente surgem dois erros nos exames nacionais...se fosse um já seria demasiado e indesculpável! Estas situações são de enorme responsabilidade e o erro não pode ser tolerado! Imaginem o tempo que os alunos perdem, quando se deparam com um erro no exame. Obviamente o aluno não assume o que vem escrito no exame como um erro, uma vez que confia nas pessoas que os elaboram, pelo que, a busca de uma resposta lógica que perante o erro existente é inexistente, provoca stress, angústia, retira tempo ao aluno para as outras questões, retira capacidade de raciocínio porque o aluno tem sempre presente o fantasma da pergunta para a qual não encontrou resposta...Isso causa por vezes danos incalculáveis na vida dos jovens portugueses. Por um décima se entra e uma por décima se fica de fora do curso dos sonhos dos jovens portugueses!

Tais erros causam sempre, e repito sempre injustiças, uma vez que, é impossível encontrar uma solução que satisfaça todos os alunos que foram prejudicados pelo erro existente no exame. Este pensamento assenta no facto de, cada caso ser um caso, e as especificidades de cada exame fazem com que qualquer que seja a opção que vise corrigir estes erros, venha sempre a ser mais benéfica para uns que para outros.

Sendo assim, e partindo do principio que um remendo jamais consegue devolver a qualidade original ao que quer que seja, fica a ideia de que a melhor forma de combater estes problemas consiste na prevenção/irradiação dos erros. Torna-se portanto imprescindível que esteja muitíssimo bem definidas as responsabilidades individuais de todos os que na elaboração dos exames intervêm para que posteriormente sejam facilmente apuradas responsabilidades!

Tenhamos esperança que para o ano tudo será diferente. No entanto perante o acumular de erros existentes nos últimos anos torna-se urgente que a sociedade seja mais vigilante, independentemente de tais erros poderem ou não afectar jovens que por qualquer motivo nos possam ser mais ou menos próximos!

1 comentário:

Vagamente disse...

Dá que pensar, continuarem os erros nos exames, pois não é um único professor a fazê-los mas sim um grupo que se reúne durante o ano lectivo e corrige os erros que possam ter e mesmo assim tudo isto acontece, será que deixaram de ter profissionalismo na profissão?
Bem dá para dizer que tudo que a Ministra tem feito à classe de professores será pouco para os pôr na linha.
Um abraço
Luís Almeida Pina