sexta-feira, dezembro 15, 2006

O Sopro que faltava no Apito


Este tem sido o tema em maior destaque na agenda mediática portuguesa desta semana.Fazendo a cronologia dos acontecimentos, diria que tudo começou com o lançamento do "livro" de Carolina Salgado. Que me desculpe a autora, mas de livro tem muito pouco, uma vez que dele constam aspectos sem qualquer relevância factual ou outros, sobretudo os que estão relacionados com a vida privada da autora e de Jorge Nuno Pinto da Costa durante o relacionamento. Teria toda a pertinência este livro, se o objectivo fosse pura e simplesmente relatar factos reais, com base numa história de vida, mas deixando sempre de lado aspectos da vida pessoal de ambas as partes. A verdade é que num país em que as Floribelas, as Quintas das Celebridades, etc...conquistam cada vez mais e melhor o seu espaço, um livro desta natureza, conquistou facilmente o seu. Centrou facilmente todas as atenções da comunicação social portuguesa e por arrasto da sociedade portuguesa em geral. De tal forma que hoje, o próprio Ministério Público assumiu que a publicação do livro tinha contribuído para o acelerar da nomeação da Procuradora Adjunta Maria José Morgado para a coordenação de todos os processos relacionados com o processo "Apito Dourado". Congratulo-me com a escolha, porque ao longo dos anos Maria José Morgado tem sido um rosto de coerência na sociedade portuguesa e toda a sua conduta tem sido pautada por imparcialidade, coragem e competência. Penso que neste caso, é a mulher certa no lugar certo, pois garante não só aos arguidos, bem como aos queixosos, uma investigação séria e que realmente procurará encontrar a verdade, indiferente a pressões de qualquer tipo e doa a quem doer. Na minha opinião a Procuradora Adjunta será como que um sopro no apito, pois será dela o apito inicial no que respeita á procura da verdade relacionada com um "jogo" que tanto tem envergonhado todos aqueles que gostam não só de futebol, como também de verdade e transparência.

2 comentários:

al cardoso disse...

E livro que provavelmente nunca lerei, pois nao deixa de ser o tipo de literatura rasca que infelizmente por portugal abunda ultimamente.
Tera alguma utilidade para divulgar o que todos sabemos e dizemos a boca pequena ha muito tempo, no entanto parece que de repente, vai dar outra dinamica a investigacoes ja em curso.
Tambem gostei da nomeacao da Maria Jose Morgado, mas como diz o cego: "a ver vamos"!!!

Um abraco, ja tem um link tambem.

Chanesco disse...

Concordo com tudo.
Também me parece que a escolha de MJM pela sua coerência e tenacidade na luta contra o crime de colarinho branco seja um sopro no apito. Temo no entanto que, como de costume, os loboies movam influências e façam com que o silvo do apito saia engasgado.
Eu também digo:"cá estaremos para ver"

Saudações raianas e votos de BOAS FESTAS