quinta-feira, maio 10, 2007

Eleições Intercalares em Lisboa. A previsível realidade!


Ora aí está, Eleições Intercalares na Câmara Municipal de Lisboa, tal como tinha previsto no passado mês de Janeiro. Acaba por ser um desfecho natural, perante o aglomerado de casos ocorridos por terras da Capital.·Carmona Rodrigues foi constituído arguido pelo Ministério Público no caso Braga-Parques, sendo esse o último acto duma peça com final previsível.


Marques Mendes, numa linha de credibilidade da acção política que só o valoriza, retirou a confiança política a Carmona Rodrigues e deu uma orientação clara no sentido da demissão em bloco dos vereadores do PSD de forma a despoletar estas eleições. Afirmou ainda, que esta decisão tinha sido tomada de comum acordo com Carmona Rodrigues, pelo que era obviamente a decisão mais sensata. No entanto, em política as certezas passam a dúvidas num espaço ínfimo de tempo, prova disso foi a reacção de Carmona Rodrigues ao afirmar que não se demitia. Valeu a sensatez dos vereadores para que o epílogo final fosse o mais correcto.


Resta agora aos Partidos organizarem-se da melhor forma para tentar ganhar as eleições mas sobretudo para apresentar propostas que tenham como objectivo ultrapassar os graves problemas financeiras, urbanísticos, entre outros, em que a nossa Capital se encontra! O primeiro quase candidato parece estar a surgir de um movimento cívico encabeçado por Helena Roseta.


A constante corrupção existente nos aparelhos partidários e a descredibilização dos mesmos veio suscitar a sociedade portuguesa para o nascimento de movimentos cívicos, com expressões em termos de votações por vezes muito consideráveis. Nunca será de mais relembrar o movimento de Manuel Alegre para as Presidenciais, sendo que já há quem adjective estas eleições como, Presidenciais II. A mim sinceramente não me parece que esta adjectivação seja correcta, mas só o tempo e os lisboetas o dirão!


Para finalizar termino o post com algo que me preocupa na sociedade portuguesa e que será tema de um próximo post, nomeadamente a inversão do ónus da prova existente não no regime jurídico, mas sim (infelizmente) na sociedade! É muito importante que tenhamos sempre em atenção que um cidadão arguido é completamente diferente de condenado. No entanto, entendo que um cidadão no exercício de funções públicas e cujo processo judicial decorre do exercício das mesmas, deve suspender imediatamente as suas funções de livre vontade assim que seja constituído arguido.


Em democracia jamais alguém deve estar agarrado ao Poder, porque o poder não lhe pertence, mas sim a quem o elegeu e confiou nas suas capacidades e projectos por forma a melhorar a qualidade de vida de todos os que exerceram o direito de voto!

2 comentários:

al cardoso disse...

De facto ninguem deveria estar agarrado ao poder, mas na realidade muitos estao!
Uma excelente entrada.

Um abraco amigo.

Fernando disse...

Este é o refelxo actual da nossa actualidade politica, ou seja, sem espaço para independentes. Sobra-nos o partidarismo e tudo o que de bom e de mau isso traz.
Abraço.