quarta-feira, maio 30, 2007

Greve Geral - O dia em de todas as contradições!


A agência lusa noticia hoje (30-05-07) - "greve geral que se cumpre hoje em todo o pais deixou alguns serviços da área da grande Lisboa "anormalmente" calmos, com os próprios grevistas a aproveitarem o dia para tratar de assuntos pessoais.

Sendo a greve um direito de todos os trabalhadores em qualquer estado democrático, custa-me a aceitar que mais uma vez haja um aproveitamento inadequado de um legítimo direito que tanto custou a conquistar. Considero inadmissível, esta notícia avançada pela Agência Lusa. Com que moral, estes senhores que fazem greve, se dirigem a um qualquer outro trabalhador de forma a usufruir do seu trabalho? Faz sentido utilizar-se uma greve para resolver assuntos pessoais? Obviamente que não! Não podemos aceitar isso! O direito á greve, é um direito escrito na constituição, que permite aos trabalhadores demonstrarem a sua insatisfação perante as condições laborais. Se os trabalhadores consideram que é necessária uma paralisação do País/empresas de forma a demonstrarem a sua indignação perante as condições laborais que lhe são oferecidas, pois bem avancem para a greve, agora façam-no sempre de acordo com a sua consciência e sobretudo de acordo com os seus valores ideológicos.

Acho deplorável a constante guerra dos números apresentados pelo governo e sindicatos. É uma história com um final anunciado. Já é do conhecimento comum, que chegado ao fim do dia os números dos sindicatos rondarão os 80% e os do Governo os 20%. Hoje por certo não será (infelizmente) diferente!

Ridícula é a posição de um elemento da CGTP, que afirmou em entrevista à Antena1 que deveriam ser feitas mais greves, de forma a exercitar melhor a democracia portuguesa? Ou este senhor não tem noção de que a greve deve ser sempre o último recurso em qualquer debate laboral, ou então, não sabe o impacto negativo que uma sucessão de greves tem não só para Estado e Empresas como também para os trabalhadores. Para quando uma regeneração da CGTP? Há quantos anos estão os mesmos dirigentes á frente da maior associação sindical portuguesa? A imobilidade dos dirigentes, pode ser muito prejudicial ás instituições sobretudo quando essa imobilidade também se reflecte no pensamento e ideologia!

2 comentários:

Alexandre Lote disse...

Escrevi o post eram 11 da manhã!

Resultados finais:

Governo - 13-14% de adesão á greve

CGTP - 78% de adesão á greve.

Tudo (infelizmente) na mesma, como sempre!

al cardoso disse...

Provavelmente no meio desses numeros, estara a verdade, ou a virtude!

Um abraco d'Algodres.