sexta-feira, abril 13, 2007

TIMOR - O dificil caminho de uma jovem e imatura democracia!


Os problemas de uma nação que gatinha em termos democráticos são inúmeros, tais como os de uma criança que quer começar a andar! A provar isso mesmo, é hoje notícia o facto da Comissão Nacional de Eleições timorense admitir que existem «irregularidades muito graves» na contagem de votos das eleições presidenciais, dado que o resultado dos candidatos não bate certo com os votos válidos. (http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF179449)

Normalmente quando existe imaturidade democrática este problema é sempre dos primeiros a aparecer. Talvez tenham sido dados passos demasiados rápidos no sentido da democratização da nação, pelo que me parece consensual que a retirada da ONU de Timor foi no mínimo precipitada e sobretudo demasiado rápida.

Compreende-se perfeitamente a vontade de uma nação de caminhar sobre os seus próprios passos, no entanto, é na minha opinião da responsabilidade da ONU a avaliação da existência ou inexistência de condições para que esses passos sejam dados. Jamais uma mãe /pai deixará caminhar o seu filho livremente pelos seus pés sem ter antes a certeza de que ele dificilmente cairá pois este já deu provas que sabe caminhar sozinho, uma vez que já adquiriu um conceito com um sentido tão amplo como o equilíbrio.

Sinceramente julgo que a esta nação, falta essencialmente equilíbrio. É com muita tristeza que ao lembrar o sofrimento por que todo o povo português passou no passado em solidariedade com o povo irmão de Timor, assisto á incapacidade deste país em caminhar livremente no sentido da paz e da democracia no verdadeiro sentido da palavra. Infelizmente o risco de Guerra Civil é uma constante e espero sinceramente que estas eleições não sejam o rastilho para que o imenso barril de petróleo rebente.

Julgo que duas personalidades tão conceituadas internacionalmente, como Ramos Horta e Xanana Gusmão deveriam ter evitado o golpe de estado efectuado pelos próprios que levou Mário Alkatiri a sair do poder. Depois do tribunal ter ilibado Alkatiri, os dois governantes deveriam ter aceite essa decisão, respeitando assim a separação de poderes que é vital para o sucesso de qualquer democracia. Sinceramente, esta personagem (Alkatiri) não me inspira confiança nenhuma, no entanto era legitimamente o primeiro ministro de Timor.

Quanto a estas eleições só espero sinceramente que não originem uma guerra civil, pois este seria o pior passo que Timor poderia dar na direcção da autonomia.

1 comentário:

al cardoso disse...

Irregularidades em eleicoes acontecem ate em paises de longa tradicao democratica; vejam o que se passou neste pais onde resido, quando foi eleito pela primeira vez o Bush e, ate na segunda!
Tambem faco votos que nao rebente a tal gerra civil, que estas eleicoes podem detonar, que D*us esteja com o povo irmao de Timor-Leste.